quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Conferência Estadual de Direitos Humanos: Início

Conferência Estadual de Direitos Humanos: Início: APRESENTAÇÃO O Rio Grande do Sul está em processo de mobilização para a construção da V CONFERÊNCI...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

DA LUTA TENAZ POR JUSTIÇA E DA VITORIA DO FÁCIL DISCURSO PRECONCEITUOSO

DA LUTA TENAZ POR JUSTIÇA E DA VITORIA DO FÁCIL DISCURSO PRECONCEITUOSO-COM DIREITO A TEATRO


Há cinco anos, em 09 de outubro de 2004. meu filho mais velho, Rodrigo, então com 22 anos, foi assassinado durante um assalto para roubar os tênis.
Ele estava voltando de uma noitada, por volta das 6:30 da manhã( em outubro o sol está nascendo), de um sábado. Ele e os amigos desceram do ônibus Serraria na parada do Tumelero na Av. Icaraí,na zona sul de Porto Alegre. Com ele estavam o irmão Rafael de 17 anos e dois amigos.

Os meninos foram assaltados por três indivíduos, ao entrarem na rua Cel. Claudino. Na entrada da rua bem antes da escola Rafael Pinto Bandeira.

A Brigada Militar atendeu a ocorrência com cinco viaturas,. Cinco cabeças pensantes, imagina-se, no mínimo.Mas no Boletim de Ocorrências não havia referência a vitimas feridas, embora o meu filho estivesse sangrando abundantemente. Assinou o BO, o soldado Celeste.
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Consultada a Ouvidoria da BM sobre se a ocorrência estava dentro das normas. A excelência foi lacônicamente confirmada. Tudo Certo!

A Polícia Civil não foi chamada, no caso a Perícia.


Meu filho Rodrigo, morreu às 10.10 da manhã daquele dia, no HPS, depois de uma cirurgia.

Na necrópsia soube-se que além do tiro na abdômen ao lado do umbigo ele recebeu um
golpe mortal na altura da escápula esquerda. Golpe que quebrou costelas e perfurou o pulmão. Ferimento mortal. O tiro levou mais de 50% da artéria ilíaca e 50% da Veia ilíaca. Ferimento mortal!


“Os filhos escorrem por nossos dedos, feito água” disse um pai ao lado do corpo da filha morta num acidente de carro.

A gente não consegue perceber quando eles dão uma guinada. Eles escolhem aventuras que tanto sinalizamos contra!

Meus filhos, Rodrigo e Rafael saíram naquela sexta-feira fria de primavera junto com os dois amigos, para “curtir” a noite.
Andaram por diversos bares da Independência e da cidade Baixa. Beberam, pior, misturaram bebidas e pior ainda, cheiraram Loló.

Convenhamos, quem na juventude atual comete uma insensatez destas? Vocês conhecem alguém?
Afinal, vivemos numa sociedade onde ninguém bebe.onde ninguém bebe, dirige carro, cheira loló e é uma minoria que avança para drogas mais pesadas


Aliás, esta prática de beber é coisa que não faz parte da nossa sociedade, droga então é coisa que se ouviu falar uma vez ou outra. A prática de beber não é incentivada pela BOA, a que desce redonda e outras mais.

Atualmente, em nossa sociedade os jovens, cada vez mais jovens, não bebem porres homéricos, inclusive as meninas.”Lindas quando entram nas boates. Desfeitas, sujas, vomitadas quando saem.Beber entre jovens é coisa muito difícil.

Durante toda a minha vida vi e vivi o culto da cervejinha. Durante o churrasco, na praia, no happy houer, a noite no barzinho. Porto alegre tinha muitos e bons barzinhos!
Vivi a juventude no tempo da Maconha. Agora temos o cheirinho da Loló, a cocaína, o crack e outras drogas lícitas e ilícitas.

Pobres seres humanos!

Lembro muito do período de peregrinação que fiz pelas delegacias, IML, vilas, chefia de polícia para que enfim o inquérito fosse feito, as testemunhas ouvidas.

O assassino do meu filho comemorou a morte dele num bar da Vila do Resvalo que ficava próxima ao local do crime.
A propósito, qual a rua de Porto Alegre não fica próxima a uma boca de fumo? Ou a fornecedores solícitos?Ou a uma vila perigosa?

Identificado, o assassino foi preso e no mesmo dia, em setembro de 2005 foi reconhecido visualmente pelos amigos do meu filho, e pelo irmão dele.
Os outros dois homens não foram reconhecidos. Apenas descritos pelos meninos

Preso o assassino, identificado, houve um desencontro entre a 1º Vara criminal da Tristeza e a SUSEPE.
Como ainda estamos, em termos de comunicação, na era do sinal de fumaça
Vencidos os cinco dias de prisão temporária sem manifestação dos órgãos competentes
o assassino foi solto.

Então, eu, como uma mãe desesperada em busca de Justiça, enviei uma carta para a escrivã D. Rosane Mansur da 1º vara criminal da tristeza. A mim parecia que ela havia falhado. Deixou de mandar a identificação positiva, precipitando a soltura do preso.
A carta que enviei a D. Rosane Mansur foi com cópia ao promotor , na época o Dr. André, ao Juiz Dr. Joni Simões e aos funcionários do Cartório.
Invoquei a Transparência Internacional que afirma que “o chefe deve saber sempre o que os seus funcionários fazem” O chefe de Dr. Rosane Mansur era o Juiz!

E o Dr. Joni Simões não é uma pessoa facil, é daquelas criaturas ciclotímicas que não deviam fazer parte da magistratura.Os anos foram passando e finalmente, o assassino foi preso numa escuta da Polícia Civil, tramando um assalto a uma loja de tênis.Foi em 2007!





Mas aí, as idiosincrasias impeditivas da magistratura, da promotoria ou de qualquer cargo que pressuponha isenção, as idiosincrasias que animam o Dr. Joni Simões da
1° Vara Criminal da Tristeza, afloraram e ele viu num evidente latrocínio um homicídio, e enviou o processo ao Tribunal do Júri.

Vocês não sabem, mas eu sou testemunha de que inquérito é a coisa mais mal feita que existe na face da terra. As testemunhas, sob as minhas vistas que acompanhava um menor, meu filho, são tratadas aos berros como suspeitos. A redação dos testemunhos lembra aquela brincadeira de telefone sem fio. Um caos. No processo não constou que
o assassino foi preso numa Escuta da Polícia Civil tramando um assalto numa loja de tênis. Pode? Foram quase cinco anos sob os olhos da “polícia” e da “justiça”

Mas não parou por aí.
Eu estava no Tribunal do Júri. Queria falar com o Promotor que iria acusar o assassino do meu filho, mesmo por que ele teria um defensor que só poderia falar mal do meu filho, como já vimos tantas vezes.
O promotor Sílvio Munhoz, da 2º Vara do Júri foi designado para atuar no caso.
Durante muito tempo tentei falar com ele. Homem muito ocupado. Céu de muitas estrêlas!

Perto do julgamento, marcado para o final de julho, finalmente ele
concordou em falar rapidamente comigo no Fórum Central. Levei fotos do Rodrigo, o comprovante de conclusão do segundo grau em julho de 2004, queria contar que ele trabalhava, fazia sites para a internet e queria fazer Vestibular para Designer Gráfico e que tivera uma filha, que não estava nos planos mas desde o inicio foi muito desejada, que nasceu 4 meses após a morte dele.

Estou no Tribunal do Júri, vou falar com o promotor do caso que vai acusar o assassino
do meu filho, sou a mãe da vítima, tenho 56 anos , me trajo como se espera de uma senhora, sou educada e cortes, estou fragilizada ainda (e para sempre) com o assassinato do meu filho mais velho. Fui levada a sala do notável promotor Silvio Munhoz, se não me engano por ele mesmo . Estava totalmente de espírito desarmado, segura.

Tudo o que ouvi daquele homem frio e grosseiro foi “que eu tinha feito merda ! E que ele agora teria de limpar a minha merda!
A merda a que ele se referia era a carta a D.. Rosane Mansur que , desacatava o Juiz Joni Simões, aquele da 1° vara criminal da Tristeza. Segundo o Dr. Silvio o assassino já deveria estar preso e condenado por latrocínio pelo Dr. Joni Simões.
O Dr. Silvio Munhoz, além de frio, grosseiro, mal educado, escolheu um lugar sem testemunhas para me agredir verbalmente.
Compreendo o desapontamento dele e a irritação comigo. Por que não me mandou para o inferno o disse que ia pedir a absolvição do réu?
Cada vez creio mais nas idiosincrasias que impedem determinados cargos.








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Súbito, o Dr. Sílvio Munhoz adoeceu e o júri foi transferido para 24 de setembro de 2009. A doença deve ter sido Amarelão pois em fim de carreira ele não ia querer se submeter a opinião dos representantes da sociedade., num caso cheio de m...como se referiu.

O júri do dia 24 de setembro foi feito pelo não menos notável e respeitado Promotor
Eugênio Paes Amorim da 1° Vara do Júri.
O Dr. Amorim foi muito claro. As provas são frágeis mas estou estudando o processo.
O Dr Amorim foi impecável., lutou pela condenação do réu de cuja culpa estava convicto. Usou de serenidade e provou que o réu estava na cena do crime , que seu álibi
jamais atendeu um chamado da Justiça, que seu pai testemunhou que ele saiu de sua casa as 23 horas e não mais foi visto na noite do crime. O réu ERA – Traficante regenerado: era Ladrão regenerado. Deixara o presídio em 2002 e
comprara um revólver 38, casualmente do mesmo calibre que atingiu o meu filho e
Ainda, comentara em juízo que, via confissão de “amigo o indivíduo chamado “Bitoca” lhe confessara o crime, assim, no amor e dissera que ele, Bitoca e o Traficante Sarará morto recentemente eram os autores. Sarará era um traficante importante que não se dava com o réu e tinha o Bitoca como lugar tenete. Bitoca o confidente do réu era desafeto do Sarará. O Réu era sem dúvida terceiro homem que os meninos falavam.
E o júri composto por cinco homens e duas mulheres ouvia a tudo impassível como lhe cabia!



A HIPOCRISIA, O PRECONCEITO E A MEDIOCRIDADE


Entra em cena a Sra Defensora Pública. O nome é Tatiana mas não recordo nem quero me dar ao trabalho de descobrir o sobrenome, não de uma ridícula, não de uma hipócrita, de uma preconceituosa e medíocre. Peço a Deus nunca permita que uma das duas filhas dela encontre um indivíduo como o réu nas suas vidas Classe média alta..

Por baixo da toga ela vestia um lindo conjunto bege dourado e usava sapatos de salto bem alto prá ajudar nas evoluções.

Este ser abjeto que ouviu os rapazes no inicio do julgamento, passou a imitar a fala, os modos que ela supunha terem ocorrido naquela noite onde” aqueles babacas encheram a cara e saíram a andar por aí (coisa que ele desconhece ser comum aos jovens que não tem carro, aos pobres como os meus filhos)
Eram criaturas que usavam piercing e cavanhaque (Deus, que nojo!) .
Um (o Rafael) diz que não viu o inicio do assalto pois estava olhando um riacho. Imagina, chapadão olhando um riacho Pra ver o que?(tentava imitar a voz supostamente grogue e abestalhada dele)
Aí o Rodrigo correu com um pedacinho de galho na mão para atingir o réu! ( meu filho Rodrigo, meu filho que morreu não tinha condição de correr. Fora atigido por um pedalaço nas costas que lhe furara o pulmão), disse ela dando passos miudinhos.




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Senhores, a coisa foi um espetáculo deprimente, uma mulher que misturava roubo com furto com a maior sem cerimônia, tentando provar que os meninos embriagados viram
Três homens e não dois como era a realidade. Quem não sabe que qualquer susto mais forte reduz, senão cura uma bebebeira.

O Exame tóxicológico do Rodrigo dá níveis de álcool que lhe permitiriam dirigir. E eu creio firmemente nisso pois durante um depoimento um dos rapazes, também de nome Rodrigo e sendo interrogado como suspeito (embora fosse testemunha) respondeu aos gritos do investigador E o Rodrigo o que fez, antes de pegar o ônibus? Comprou uma
maçã e veio comendo. Se ele estivesse bêbado demais não comeria nada. Eu o conhecia!
Para meu derradeiro desgosto ela brandiu uma foto feita pela fotografa da Zero Hora que mostrava uma passeata onde se via uma faixa do Rodrigo e vociferava (tom de voz usado em todo o julgamento) Classe média!

A Dra. Tatiana é um exemplo de hipocrisia, preconceito(usam tatuagens!) e mediocridade. Escolheu o discurso fácil, o discurso medíocre dos ignorantes e dos preconceituosos. Aliás ela faz parte da 1° vara do júri, aquele que algum tempo atrás usou a zero hora para contar como contribuía para o Sistema Prisional absolvendo os réus.

Perguntem os senhores o que me ofereceu a JUSTIÇA?

Eu respondo: A Justiça Divina!

NÃO!

Citaram um preso (Bitoca) como assassino do meu filho. E as inconsistências da Defensora Pública?

Perdemos por três votos a quatro. Quatro babacas representantes da sociedade portoalegrense acham que se deve matar bárbaramente jovens que se embebedam e cheiram loló no fim de semana. Desta forma vai ser um morticínio, pior que guerra civil!

Aos três jurados que vieram me pedir desculpas por não ter sido feita justiça todo o meu respeito. Os medíocres, idiotas e preconceituosos só venceram um round.



Valéria Beatriz de Carvalho –Mãe de Rodrigo de Carvalho Pereira, pai da Letícia

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Flor rara

Enquanto vamos rumando para a primavera, prá lá do meio de setembro, é o aniversário daquela que eu costumo chamar de Flor Rara.
Flor rara é destas mulheres especiais que povoão a terra, com a graça de Deus. Elas estão por aí,
falando de séculos atrás ou borboleteando pelos dias de hoje. Quando as encontramos, ficamos imoveis, meio pensativos. Sabemos estar diante de alguma coisa ou pessoa diferente.

A minha amiga que faz aniversário hoje, dia 16.09.2009, é uma destas pessoas.
Primeiro eu soube que ela adora o Pearl Jam, que é maluca pelo House, que cursou filosofia, faz filmes, tem um blog fantástico (acordanoabismo) onde pode mostrar sua maestria em escrever.

Minha amiga é múltipla, diferente, corajosa a não mais poder, decidida, pragmática. Minha amiga
é romântica e já publicou um livro de poesias. Ela é mãe de tres lindos rebentos, é dona de casa, faz jardinagem, está a frente da Liga dos Direitos Humanos. Voando sempre, voando muito!

Imagino a Giancarla, minha amiga-irmã, como uma flor que nasce belíssima na parede
íngreme de uma montanha, no alto de uma cascata, só do outro lado do rio. Não precisa de estufa, não se incomoda com o vento, nem com a umidade, nem com a lonjura.

As vezes vejo nela a sombra de uma índia, os traços de uma dama antiga, o sorriso de menina.

Hoje é o dia do aniversário da Gian e eu nem sei o que desejar a ela. Talvez devesse dizer seja sempre assim, meio flor, meio india, meio menina mas eu sei da sua incansável transformação,
da sua busca porisso só posso agradecer por sua amizade-irmandade, por tê-la encontrado assim, no meio do caminho me permitindo com seu entusiasmo abraçar uma causa apaixonante
que começa a me fazer feliz. Gian-seja muito, muito, muito FELIZ. Beijos!